sexta-feira, 18 de março de 2011

super Lua

Se você está planejando um jantar romântico, o próximo sábado pode fornecer as condições ideais para sua noite: uma super lua cheia estará no céu. No dia 19 de março, a lua atinge sua posição mais próxima da Terra, conhecida como perigeu – algo que só acontece a cada 18 anos. O resultado é que, ao nascer no Leste, nosso satélite natural estará maior e mais brilhante do que o normal.

A lua cheia varia de tamanho por causa de sua órbita oval. O trajeto elíptico tem um lado (chamado perigeu) cerca de 50 mil km mais perto da Terra do que o outro (apogeu). Para um observador no planeta, a lua, no perigeu, fica 14% maior e 30% mais brilhante do que no apogeu.

No dia 19 de março, a lua estará em seu perigeu máximo – 356.577 km de distância. A proximidade é beneficiada por outra coincidência: para a maior parte do ocidente, ela surge no horizonte menos de uma hora após o perigeu. Esse fenômeno aconteceu pela última vez em março de 1993.

Essa proximidade da lua pode aumentar um pouco as marés, mas não há com o que se preocupar: as variações serão de apenas alguns centímetros a mais do que o normal. A Nasa ainda alerta que, diferentemente do que alguns boatos que circularam na internet dizem, as luas de perigeu não deflagram desastres naturais.

E para, quem quer tirar belas fotos, outra dica da Nasa: o melhor momento para observar a lua é quando ela ainda está perto do horizonte. Em contraste com árvores e prédios, ela parecerá maior.

Lua A informação de que o eixo de rotação da Terra foi alterado pelo terremoto no Japão já havia sido divulgada por outras organizações científicas. Agora, é confirmada pela Nasa, que acrescenta que o tremor trouxe, também, uma diminuição na duração dos dias na Terra. Na verdade, essas duas coisas acontecem com certa freqüência, e não impacto no dia a dia das pessoas.

Utilizando dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o pesquisador Richard Gross, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, aplicou um modelo complexo para fazer um cálculo preliminar teórico sobre a ação do terremoto – o 5º maior do mundo desde 1900. A forma como um terremoto afeta a rotação da Terra depende de sua magnitude, da localização e de como a falha na placa tectônica se moveu.

Os cálculos de Gross indicam que o terremoto japonês causou uma mudança na distribuição de massa do planeta, e fez a Terra rodar um pouco mais rápido. Isso diminuiu o comprimento do dia em cerca de 1,8 microssegundos (cada microssegundo equivale a um milionésimo de segundo).

segunda-feira, 14 de março de 2011


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, autorizou nesta segunda-feira abertura de inquérito contra a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), filmada recebendo dinheiro de suposta propina do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa.

O ministro acolheu pedido do Ministério Público Federal. Com a abertura do inquérito, o procurador-geral, Roberto Gurgel, começa a investigar a denúncia de que ela teria recebido pelo menos R$ 50 mil reais do esquema. Ao concluir o caso, Gurgel decide se oferece ou não denúncia contra a deputada ao Supremo.

Jaqueline Roriz admite caixa dois na campanha de 2006
Bancada do DF vai pedir abertura de processo contra Jaqueline
Delator diz que fez outros pagamentos a Jaqueline Roriz
Câmara instala Conselho de Ética e pode analisar caso Jaqueline
Delator do mensalão do DEM presta novo depoimento em Brasília
Filha de Roriz aparece em vídeo recebendo dinheiro

Relator do caso, o ministro autorizou duas diligências a serem realizadas pela Polícia Federal em até 30 dias: a oitiva de Jaqueline e a perícia com degravação do vídeo no qual ela aparece recebendo dinheiro.

Vemos que a corrupção é negócio politico rendoso porque? os politicos como já estão de posse do dinheiro que desviaram e negociaram influencias podem pagar os melhores advogados para lhes defenderem, depois é arrastar o processo por quatro anos ou mais para prescrever, resultado novos fatos esquecimentos. novos negócios corruptos no Brasil da impunidade dos que tem autoridade e amigos politicos e religiosos.

se abrir brechas eles privatizam no 2º ano


Os deputados estaduais realizaram uma sessão especial, nesta segunda (14/03), para discutir a atual situação do Banpará, o destino da instituição e “o risco de vir a ser privatizado ou incorporado por outra instituição pública ou privada”, destacou em seu discurso o deputado Edmilson Rodrigues (PSOL), autor do pedido de realização da sessão. ”O Banco público deve ser um vetor de desenvolvimento que tenha como princípios basilares a inclusão social e a preservação ambiental, subordinando o lucro ao interesse social e garantindo a apropriação coletiva da riqueza gerada pelo trabalho”, defendeu Rodrigues. Em 2010, o Banpará registrou um patrimônio líquido superior a R$ 264 milhões e lucro líquido acima de R$71 milhões, uma rentabilidade de 30% e um retorno de 3,8% sobre os ativos. “Ao final de 2010 os ativos totais alcançaram cifras superior a R$2 milhões, decorrentes da expansão da captação de depósitos e do incremento das operações de crédito”, informou o presidente do banco, Augusto Sérgio Costa, funcionário de carreira do Banpará. Ele informou também que o desempenho o banco obteve a classificação “A”, dada pela empresa Austin Rating, agência classificadora de risco de origem brasileira. “Demonstrando que o Banco apresenta solidez financeira, refletindo os avanços obtidos em aspectos ligados a suporte e gestão estratégica”, disse. Para Sérgio Costa, não faz sentido neste momento a cogitação de privatização ou de incorporação. “O banco ainda tem muito que ajudar o Estado do Pará no sentido de fortalecer a economia paraense”, avaliou o presidente. “O Banpará deve ser um dos pilares da política de desenvolvimento com inclusão social, ofertando o crédito e o microcrédito, possibilitando acesso aos milhares de paraenses que estão abaixo da linha da pobreza”, discursou Tereza Cristina, vice-presidente da Associação dos Funcionários do Banpará – AFPEPA. O deputado Márcio Miranda (DEM), líder do governo, considerou a sessão especial com sendo uma reunião de diversos atores com objetivos comuns em torno da defesa e do fortalecimento do Banpará. “Isto é difícil, mas tenho que realçar a unanimidade encontrada de discursos, de preocupação, no compromisso com a instituição, nas idéias e na defesa do banco por parte de todos, deputados, funcionários, e do governo”, considerou. Participaram ainda da sessão os deputados: Airton Faleiro, Edson Moura, Bernadete Ten Caten e Chico da Pesca, da bancada do PT; e Eliel Faustino do PR; além dos sindicalistas Rosalina Amorim, presidente do Sindicato dos Bancários e Sílvio Kanner, presidente da Associação dos Empregados do Basa - AEBA. (Ascom Alepa).
Diante do alerta é bom ficar vigilante, pois crise é que não falta para ser criada, inventada,empurrrada, é própria da ideologia do presente governo, há muitos interessES GRANDES EM JOGO NESTES QUATRO ANOS, APESAR DE SER POUCO TEMPO MAS AS CORTINAS DE FUMAÇAS ENCOBREM AS REALIDADES POLITICAS.
A grande maioria dos europeus desconfia de seus governos e da honestidade de seus políticos em geral, e considera que a situação econômica de seus países deverá piorar na próxima década, segundo uma pesquisa publicada nesta segunda-feira pelo jornal britânico The Guardian.

Cerca de quatro em cada cinco europeus, ou seja, 78%, diz não confiar na capacidade de seus governos para atacar os problemas de seus respectivos países, contra apenas 14% pensam o contrário, segundo pesquisa realizada pelo instituto ICM na Grã-Bretanha, Alemanha, França, Espanha e Polônia.

Pior ainda, 89% dos entrevistados acreditam que seus políticos em geral não agem com honestidade e integridade, frente a 9% que acreditam que sim. Neste quesito, os mais negativos são os poloneses (96%) e os espanhois (91%).

Os europeus veem em sua maioria o futuro com pessimismo, com 47% das pessoas interrogadas afirmando que a situação econômica vai piorar nos próximos 12 meses e 31% que se manterá igual, contra apenas 20% que acreditam que melhorará.

O resultado é similar em um prazo de 10 anos, com a mesma porcentagem de 47% que consideram que será pior do que agora, 18% que continuará sendo igual, e apenas um terço (32%), que acreditam que melhorará.

Dessa forma, 78% dos europeus também acredita que seus governos gastam muito, em particular os franceses (84%), e 69% se preocupam com a quantidade de dinheiro que estes pedem emprestado.

Sobre as principais ameaças que dizem respeito à União Europeia, um terço dos entrevistados assinala a dívida pública e praticamente a mesma proporção aponta o risco de terrorismo islamita.

Por último, na questão social, 62% dos europeus, encabeçado pelos espanhois (72%) se consideram progressistas em relação a temas como o casamento, os direitos da mulher e dos homossexuais.

A pesquisa Guardian/ICM foi realizada com mais de 1.000 pessoas com idades variando entre 18 e 64 anos em cada um dos cinco países mencionados de 24 de fevereiro a 8 de março de 2011, dentro de uma série queo jornal britânico realiza com os jornais alemão Der Spiegel, espanhol El País, francês Le Monde e polonês Gazeta Wyborcka e Le Monde.Governo oficializa criação da UPP na Terra Firme (Foto: Divulgação)

domingo, 6 de março de 2011

O homem procura


Depois de mais de seis anos e 7,9 bilhões de quilômetros percorridos, a sonda americana Messenger aproxima-se do ápice de sua missão: entrar na órbita de Mercúrio, em 17 de março, e enviar à Terra informações detalhadas do planeta mais próximo do Sol. Se obtiver sucesso, pela primeira vez todos os planetas rochosos do Sistema Solar, além da própria estrela, estarão sob o monitoramento constante de satélites (Mercúrio, Vênus e Marte) e até jipes-robôs (Marte).


À Messenger, somam-se outras 53 missões exploratórias apontadas para planetas, estrelas, asteroides, luas e cometas, desde as vizinhanças da Terra até os confins do universo. Este Big Brother espacial, feito de sondas, telescópios, jipes e outras máquinas, já permitiu aos cientistas calcular a idade do universo, confirmar a existência dos buracos negros e descobrir planetas fora do nosso sistema. São essas "espiadinhas" que alimentam também a fixação maior das ciências espaciais: encontrar vida em outro planeta.

O espaço visto do espaço - A primeira "espiadinha" foi dada pelos soviéticos, em 1957, plena Guerra Fria, com o pioneiro satélite Sputnik. Além de aterrorizar os americanos com seu bip-bip particular, que qualquer radioamador podia sintonizar, a missão soviética informava ao centro de comando na Terra a densidade da atmosfera do planeta, o encontro de pequenos fragmentos de asteroides e a variação na temperatura da sonda. Abria-se então caminho para estudos espaciais de um ponto de vista privilegiado — o próprio espaço.

Desde o Sputnik, uma série de programas espaciais permitiu a montagem de uma verdadeira constelação de satélites em órbita da Terra: câmeras, sensores, radares e todo tipo de maquinário capaz de observar e medir nosso planeta — são mais de mil ativos, nas contas da Nasa. Colocar objetos em órbita é hoje tão corriqueiro que qualquer pessoa pode ter o seu próprio satélite. Desde 2009, a empresa americana InterOrbital vende por 8.000 dólares o lançamento de um pequeno cilindro de 750 gramas que, por algumas semanas, pode ser programado para fazer experimentos científicos, transmissão de rádio e até propaganda.

O universo como ele é - Já as missões que exploram outros astros não têm nada de corriqueiro. O historiador-chefe da Nasa, Bill Barry, cita com entusiasmo as sondas Voyager 1 e 2. Lançadas em 1977, são as mais antigas ainda em funcionamento. Já passaram por Júpiter, Saturno, Urano e Netuno e agora estão nos limites do Sistema Solar, a mais de 17 bilhões de quilômetros. José Bezerra Filho, pesquisador do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos (SP), concorda. "É coisa de ficção científica", diz ao site de VEJA. "Por causa da posição dos planetas no percurso da sonda, o trajeto feito pela Voyager só é possível a cada 176 anos."

As missões seguintes à Voyager aproveitaram os avanços tecnológicos na captura e transmissão de dados espaciais. "A Voyager tem um poder de processamento igual a 99 calculadoras de bolso", compara Eric Conway, historiador do Jet Propulsion Laboratory (JPL), o laboratório que constrói os robôs da Nasa. "Hoje, os computadores das naves em atividade são milhares de vezes mais rápidos".

De todas as missões, a que levou às maiores descobertas científicas foi a do Hubble. O telescópio americano-europeu permitiu "que o homem enxergasse o universo como ele é", segundo Bezerra. Isso porque o Hubble pode captar, para além do espectro visível, radiação ultravioleta e infravermelha. Feito o regitro inicial, em preto e branco, os cientistas associam cores conforme as diversas faixas de radiação. Como resultado, uma galáxia aparentemente escura e pouco brilhante a olho nu acaba gerando "imagens impressionantes", diz o pesquisador. O Hubble já fez mais de meio milhão de imagens, que permitiram, por exemplo, datar o Big Bang há 13,7 bilhões de anos. Em 2015, depois de mais de 20 anos de serviços prestados, o Hubble será substituído por lentes ainda mais poderosas, a do observatório espacial James Webb, que vai mirar as primeiras estrelas formadas após a explosão que deu origem ao universo.

Outras Terras - Lançado em 2007, o Kepler é o telescópio que atualmente recebe mais atenção. O "caçador de exoplanetas" (ou seja, de planetas que ficam fora do Sistema Solar) não faz as mesmas belas imagens do Hubble, mas tem um mecanismo bastante engenhoso. Ele analisa uma pequena parte do céu onde é alta a concentração de estrelas e mede a quantidade de luz. Se um corpo longínquo passa à frente de uma certa estrela, o telescópio nota uma pequena variação na quantidade de luz. Se a variação é periódica, é sinal que esse corpo está orbitando a estrela. Depois de analisar a energia emitida pelo astro, os físicos conseguem dizer se o corpo é ou não um planeta. Em seu censo espacial, o Kepler já encontrou mais de 1.500 exoplanetas, pelo menos 54 deles considerados "habitáveis", ou seja, nem quentes, nem frios demais. “Muitos outros serão encontrados”, adianta Barry.

A procura por vida em "outras Terras" é um dos principais motores da exploração espacial. É o que explica porque os planetas gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) estão numa espécie de paredão: são objeto de poucas missões e apenas um satélite, o Cassini, que orbita Saturno. “Sabemos que a chance de existir vida nesses locais é próxima de zero”, diz o historiador da Nasa.

Marte, ao contrário, já tem a atenção de cinco missões, incluindo os jipes Spirit e Opportunity. Lançados em 2003, os veículos escrutinam o terreno valendo-se de uma série de recursos: um imã que atrai rochas magnéticas para dentro do jipe, onde são estudadas em um mini-laboratório; uma espécie de escova que ajuda a encontrar as pedras; sensores que medem as condições da atmosfera e do solo marciano.

Até o fim da década, mais dois jipes estão agendados para explorar o planeta vermelho: o europeu ExoMars, em 2018, e o americano Mars Science Laboratory, em 2012. O novo jipe americano irá vasculhar a superfície do planeta em busca de moléculas orgânicas complexas que indiquem se ali há ou houve vida. “É uma missão que está recebendo muito investimento”, diz o brasileiro Ramon de Paula, executivo da Nasa que participa do projeto, em entrevista ao site de VEJA.

A Terra - O satélite Messenger é o sucessor da Mariner 10, a única sonda que já se aproximou de Mercúrio. A Mariner foi programada para fazer nos anos 70 três passagens pelo planeta. Fez as três pelo mesmo lado, e por isso mais da metade de Mercúrio nunca foi observada. É a missão que a Messenger pretende cumprir, a partir deste mês. Resultado de 30 anos de pesquisa, em particular de materiais capazes de protegê-lo das proximidades do Sol, o novo equipamento da Nasa leva nove instrumentos científicos para mapear o planeta, determinar sua composição e sondar sua evolução geológica.

Mas nada disso impressiona o astronauta americano William Anders. Para ele, o grande achado da exploração espacial continua sendo... a própria Terra. "Viajamos toda a distância até a Lua e o mais importante é que descobrimos o nosso planeta", diz o tripulante da primeira missão que orbitou a Lua, a Apollo 8, em 1968.

"Se você perguntar aos cientistas, eles gostariam muito de ter um sistema de vigilância em todo o Sistema Solar", afirma Bill Barry. "Isso porque quanto mais dados tivermos do universo, mais saberemos o que faz a Terra e a humanidade tão especiais."

quarta-feira, 2 de março de 2011

O ato de garantir o respeito a uma zona de exclusão aérea na Líbia, como tem sido discutido pela Otan, exigiria o bombardeamento dos sistemas de defesa aérea daquele país, afirmou nesta terça-feira o general James Mattis, chefe do Comando Central americano.

"Seria uma operação militar", afirmou.

Os Estados Unidos e seus aliados estão estudando a possibilidade de uma ação militar na Líbia, incluindo a criação de uma zona de exclusão aérea, para impedir o ditador Muammar Kadhafi de continuar usando suas forças de segurança para massacrar os manifestantes, que protestam exigindo sua renúncia.

Embora o exército de Kadhafi possua armamento bastante defasado em relação aos arsenais dos Estados Unidos e da Otan, o regime mantém ativos dezenas de mísseis terra-ar capazes de derrubar os caças da Aliança Atlântica.

A doutrina militar americana normalmente exige que as defesas aéreas e os radares de um potencial adversário sejam neutralizadas antes de qualquer bombardeio.

Pouco antes das declarações do general Mattis, as forças armadas americanas já haviam se mobilizado nas proximidades da costa líbia para o caso de uma ação militar conjunta com a Otan, incluindo um porta-aviões com centenas de fuzileiros navais a bordo.

Além disso, o USS Kearsarge, um navio anfíbio de assalto acompanhado por duas outras embarcações, devem cruzar o Canal de Suez vindo do Mar Vermelho em breve, segundo dois oficiais americanos que pediram o anonimato.

A tripulação anfíbia do USS Kearsarge conta com 800 fuzileiros navais, uma frota de helicópteros e unidades médicas. Este gigante é útil tanto em ações humanitárias quanto em operações militares.

Chefes militares americanos também estão preparando uma série de opções para o presidente Barack Obama, ao mesmo tempo em que discutem a situação com seus pares europeus. Entretanto, as chances de uma intervenção militar na Líbia permanecem nebulosas, de acordo com os oficiais americanos entrevistados pela AFP.

"Acho que (as sugestões para Obama) incluem tudo, de uma demonstração de força a algo com maior envolvimento", estimou uma das fontes. "O presidente ainda não tomou nenhuma decisão sobre o uso das forças armadas".

Analistas acreditam que uma simples demonstração de força ocidental na costa da Líbia por si já seria o suficiente para aumentar a pressão sobre Kadhafi, mas um dos oficiais americanos estimou que a mobilização do poderio americano não foi um gesto vazio.

"Há marinheiros em navios indo naquela direção, é real", destacou.

Outro porta-aviões americano, o USS Enterprise - cujos caças seriam usados para garantir a zona de exclusão aérea - também pode ser mobilizado para a crise líbia.

O navio encontra-se atualmente no norte do Mar Vermelho, perto da entrada do Canal de Suez, segundo o site da Marinha americana.

Para manter a zona de exclusão aérea, entretanto, seria necessário um número muito maior de aeronaves. Para isto, os Estados Unidos poderiam recorrer às bases que mantêm no sul da Itália.

Mesmo assim, Washington precisaria pedir a autorização para utilizar o espaço aéreo de países da região, como o Egito e a Tunísia.
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Análise Novo Governo de Dilma

Boa parte do capital político da presidente Dilma Rousseff será consumido nos próximos meses para suportar a pressão política e social decorrentes dos cortes do Orçamento deste ano, detalhados na segunda-feira pelo governo, avaliam analistas e políticos.

Os cortes envolvem cerca de 85 por cento de todas as emendas dos deputados e senadores ao Orçamento deste ano e retira mais de 5 bilhões do programa Minha Casa, Minha Vida 2, ícone da campanha eleitoral de Dilma, reduzindo sua previsão de gastos de 12,7 bi de reais para 7,6 bilhões de reais.

Além disso, eles atingem os ministérios da Educação e da Justiça, áreas prioritárias no discurso da petista durante a disputa eleitoral e dão munição para a oposição apontar seu antecessor, e tutor, Luiz Inácio Lula da Silva, como gastador irresponsável.

"É mais fácil fazer no primeiro ano de governo do que fazer depois, porque é possível queimar gordura com popularidade que tem no primeiro ano e acho que ela está apostando nisso. Vai queimar o capital político em torno do corte", disse o cientista político Cláudio Couto, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para Roberto Romano, da Unicamp, Dilma está plantando algumas sementes que terá que colher no futuro.

"O que acontece é que ela está acumulando pontos negativos. Primeiro com sindicalistas, porque eles têm que responder para suas bases e explicar o que aconteceu com o mínimo é difícil", disse Romano.

"O segundo aspecto é que esse conjunto de oligarcas do Congresso tem que se explicar com prefeitos e dizer que as emendas não estão sendo pagas. E isso desde já são dois pontos complicados na agenda da presidente com o Congresso", acrescentou.

Para ele, caso a inflação não responda aos cortes e demais medidas tomadas pelo governo nos próximos meses, as pressões sobre a presidente serão maiores. Romano vai além e diz que se o crescimento econômico tiver uma queda acentuada, Dilma "não mantém" o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Midia e manipulação

A mídia de massa é algo conhecido, fazem parte da estratégia de guerra. Como a política se transformou em guerra por outros meios, mudar o aforismo "clausewitzchiano" - deixou de existir na mídia. Os meios de comunicação são empresas, grupos de empresas interligadas, especializadas, de modo que não é possível continuar a tratá-los como "quarto poder", "expressão da opinião pública", "guardiões da democracia", etc são o poder em uma de suas muitas faces. Dizer que os meios de comunicação têm donos é óbvio, mas impedi-lo explícito é o risco de naturalizar a sua essência para fazê-lo desaparecer.

Os mass media têm suas rotinas e uma máquina bem oleada para se deslocar dentro do complexo. Então, basta pagar os jornalistas a fazer o seu trabalho e na maioria das vezes, fazer o seu trabalho e não dão muitos problemas. Os mass media têm, necessariamente, uma opinião, e desde aquela época destruiu as novas tecnologias têm cada vez menos tempo para se conformar bem para deixar os seus profissionais para ser guiado pela sua falta de discernimento e muita ignorância. Quando um interessante evento ocorre há mais de levar o telefone celular ou gravador e tornar cada cidadão um correspondente improvisados enquanto o bilhete para fora e criar as condições para a presença em cena. Haverá tempo para refinar o projecto. Em tempos conturbados são extrema cautela e testar as habilidades dos falantes de uma distância, orientação e sinais nos discursos de improviso: "por favor nos diga o que está acontecendo agora .... (É algo que acontece naturalmente) "," nenhuma lesão? O que faz o povo? "

Jornalistas não são maquiavélicas, ou concordar, faça o seu trabalho. Misture as palavras, motins, revoluções, as transições, os ditadores, a ordem, a violência, os insurgentes, os revolucionários. linguagem ritualizado para torná-lo imune à contradição: a democracia (imposta), a liberdade (dada), ordem (coercitiva), localizada no "raciocínio rápido" especialistas de costume e peritos que imprimem selo pedigree de autoridade a partir da mídia falta. A ritualização da naturalização incorpora que nos impeça de perceber os limites do nosso próprio pensamento, que pertence a nós eo que nós adquirimos sem perceber. Os meios de comunicação especializada em design de cozinha, de tudo um pouco, exótico e fascinante, sim, mal nutrição. Chomsky diz pegando nas palavras de W. publicitário americano Lippmann "Você tem que colocar o público no local para que possamos viver livres do pisoteio e do rugido de uma multidão perplexa." O lugar do público é espectador interessado, não um participante. Certifique-se alvo de seu interesse.

Os meios são sujeitos políticos não são funcionários da política. Por isso, é ingênuo pensar que uma vez informados sobre o que está realmente acontecendo na esfera política. Eles são parte da política que toma conta de nossas mentes. Uma vez que os sistemas contemporâneos é desaprovado o uso da coerção e cada cidadão pode falar o que quiser é essencial para dizer a coisa certa. "A propaganda moderna é um esforço consistente e duradoura para criar ou moldar acontecimentos para influenciar a empresa de relações públicas, idéia, ou grupo", disse o publicitário Bernays (sobrinho de Sigmund Freud).

A mídia de massa nunca estão com o povo, vê-los, observá-los ... às vezes com surpresa, às vezes com paternalismo, outros com respeito. Quando você consegue mandar de volta as mensagens que as pessoas gritam e não pode permanecer em silêncio, o leite pasteurizado e higienizado para o consumo de um público que é protegido de qualquer contaminação. O factor tempo desempenha no início para as pessoas, mas só a muito curto e curto prazo ", a revolução explodiu no mundo árabe", o ditador fugiu ", dizem as notícias da noite", a revolta tem triunfou ", é hora de organizar a transição", disse na noite. As palavras são arquivados e reorganizou a ordem discursiva. Os slogans das pessoas são traduzidas para o público sedento por informação. No novo idioma, as pessoas estão sempre certos, é claro, mas parte do que a razão foi excluída. A mídia de massa nunca mente, ocasionalmente, reconhecer os erros, mas sempre contar uma parte da verdade. Adequadas verdade. Todas as verdades não são adequadas nem desejável, portanto, tempo de pós-evento é essencial para selecionar o ajuste direito. Hora de gestão é gerenciar a memória. Como magos que a mídia precisa desviar a atenção, você não pode ver o truque para mudar rapidamente mergulhou para as lebres, ou vice-versa. Onde havia um presidente ponha um ditador, onde os fundamentalistas tinham de colocar as pessoas e onde as pessoas já estão colocados para o cidadão.

meios alternativos são diferentes. Às vezes eles estão errados, é verdade, mas de boas intenções o inferno para salvar a dos ímpios. Eles têm outros pecados: mídia aspirantes. Aparentemente pode haver mal nenhum nisso. Olhando para o espaço onde há espaço e procurar encontrar a diferença. Qual é a diferença?

O problema é que eles não têm tempo, mas eles acreditam que têm a mesma urgência, mas têm menos tempo do que a mídia, porque não são empresas e não depende de dinheiro, não produzem bens. Os jornalistas alternativos são livres, porque eles realmente não são jornalistas, mas são obrigados pelo trabalho que alimentá-los e deles retirados a tempo para os reportar. Alguns resolver o paradoxo mais profissional no mercado de informação alternativa. Os mass media são de propriedade exclusiva do tempo. Se a mídia alternativa esperança de competir nesta área perdem eficácia no domínio da vida. Eles precisam encontrar o seu tempo para evitar o risco de criação de mercadorias.

Eles têm, no entanto, uma vantagem qualitativa, são ao nível da rua, são parte do povo, se é que ninguém fala sobre as pessoas mais próximas a eles. Essa proximidade vai levar a alguma confusão, engano que fazem com que eles são:. A mídia alternativa mediadora ou são eles? Misture-se com as pessoas e acho que eles são pessoas. Quando essas pessoas não são ainda articulados, quando ele falhar, ainda exibem os seus canais de comunicação, quando a revolução está em andamento ... a mídia alternativa, no seu legítimo desejo de ajudar o processo, podem se tornar criadores de ilusão e confundir os seus deseja "a voz do povo". São moralmente impecável, politicamente inócua.

meios alternativos dar conselhos a políticos, a vergonha que o poder não precisa de conselhos e governos aliados não são tão livres como a mídia alternativa de ignorar seus compromissos com o governo ou ignorar os riscos de seu próprio povo. Meios alternativos de ser sujeitos políticos teriam de ser as organizações e / ou ser empregado pelas organizações. Difícil de acreditar que os órgãos são naturalmente dispersas em massa e espontânea. Navegue a complexidade da realidade não é fácil e se não há tempo .... O quê?, E se não tomar uma posição ... o quê? Os povos são outros tempos e é preciso tempo para fazer a revolução.

A mídia alternativa não definem o campo de batalha. Dan a batalha em um campo predefinido. Sua reputação e capacidade de transformar passando pelo compromisso com o povo e suas organizações, indo se tornar uma parte indivisível do povo em luta, capazes de definir estratégias para romper com a lógica da mídia de massa, marcou sua época responsabilidade e definir o campo de batalha, para ser político e, finalmente alternativas políticas.