quarta-feira, 18 de abril de 2012

Pessoas tatuadas e com piercing consomem mais álcool

Paris - As pessoas que usam piercings e/ou possuem tatuagem consomem mais álcool, segundo uma pesquisa francesa realizada por um especialista em comportamento.

Segundo o professor Nicolas Guéguen, da Universidade de Bretagne-Sud, vários estudos demonstram que "os indivíduos tatuados ou com piercings" têm mais tendência a um comportamento de maior risco - brigas, sexo não protegido - que os demais.

A originalidade do estudo dirigido por Guéguen, publicado na revista especializada "Alcoholism: Clinical and Experimental Research", se baseia na medição da taxa de álcool dos participantes, e reflete o consumo efetivo de álcool e sua relação com as tatuagens e as bebidas alcoólicas.

Myrna Armstrong, do Centro Científico e Sanitário da Universidade Tecnológica do Texas, que também estudou os vínculos entre comportamentos de risco e tatuagens e piercings, advertiu, no entanto, contra os estereótipos e a tendência que consiste em catalogar "sistematicamente" um indivíduo tatuado ou com piercing a "uma pessoa de risco".

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Pousada usa práticas sustentáveis para atrair turistas

Com medidas simples, empresária em Fernando de Noronha recicla lixo, reaproveita água e economiza energia

]- Um dos destinos turísticos mais procurados do Brasil, Fernando de Noronha, no litoral de Pernambuco, foi o cenário escolhido pela paulista Silvana Montenegro Rondelli para montar seu primeiro negócio. Aos 39 anos e encantada com a beleza do local, ela abandonou a carreira de nutricionista para abrir uma pousada.

Com o tempo, a Beco de Noronha passou a se diferenciar dos demais estabelecimentos da ilha pelasustentabilidade, que está presente em cada canto do empreendimento e que já faz parte da rotina dos hóspedes e dos sete funcionários. A preocupação com o meio ambiente vai desde o uso racional da energia até o manejo do lixo.

A proposta de um negócio sustentável em uma região de extrema beleza natural é um atrativo para os turistas, que não param de chegar desde que a pousada abriu as portas, em outubro de 2003. Na época, só havia três quartos disponíveis. Hoje, são seis suítes disputadas por brasileiros e estrangeiros que querem desfrutar do famoso arquipélago e, ao mesmo tempo, preservar o frágil equilíbrio ecológico do lugar.

A pousada foi construída aproveitando a luz e a ventilação naturais da ilha, com paredes vazadas, feitas a partir de madeira de demolição ou de reflorestamento. Já a água utilizada no estabelecimento é aquecida com energia solar.

Mesmo com tantas inovações, Silvana conta que ainda faltavam algumas medidas para aumentar a eficiência energética, que só foram adotadas depois que ela participou do curso Programa de Redução de Desperdício do Sebrae, realizado em 2006. “Sempre estive em sintonia com a preservação do meio ambiente. Eu, os hóspedes e o planeta saímos ganhando”, enfatiza.

O uso racional da água e da energia começou com a adoção de medidas simples. Silvana instalou placas informativas em todas as torneiras e chuveiros sobre a importância de economizar água. Além disso, claraboias no teto da cozinha e do escritório garantem a ventilação e a entrada de luz natural. Na área social, foram colocadas telhas de vidro. Resultado: a conta de luz baixou e os lucros subiram.

Parecem medidas de pouco impacto, mas em um ecossistema como o de Fernando de Noronha, onde a presença do homem vem provocando forte interferência ambiental, elas são fundamentais para diminuir a pressão sobre os recursos naturais. “Vou continuar nessa linha de melhorar o desempenho econômico e ambiental do meu negócio, porque minha diferença está aí”, diz.Pousada Beco de Noronha]

Silvana relata que as medidas mais recentes foram a instalação de um chaveiro economizador de energia, com sensores nos quartos; substituição dos vasos sanitários comuns por mais modernos, de dupla função, que acionam diferentes volumes de água; instalação de equipamentos de ar-condicionado de alta eficiência energética; e uso de sensores de presença em toda a pousada. A empresária destaca ainda que instalou lâmpadas mais econômicas em todos ambientes. A água usada na lavanderia também é tratada para ser reaproveitada nos vasos sanitários.

Quando, recentemente, teve que construir duas passarelas para facilitar o trânsito dos hóspedes, a proprietária utilizou restos de garrafas de vidro misturadas a uma massa feita de solo argiloso na pavimentação. Na cozinha foi instalado um novo exaustor eólico. “Em breve, a Beco de Noronha será totalmente sustentável”, garante.

A preocupação com o lixo é constante, já que o sistema de coleta da ilha é ineficiente. Os resíduos deveriam ser transportados para o continente, o que, na prática, nem sempre acontece. Por isso, a ordem é produzir a menor quantidade de lixo possível. Assim, a empresária substituiu o adoçante em sachê pelo líquido e o açúcar, só em açucareiros.

O mesmo princípio vale para todos os produtos consumidos na pousada: quanto menos embalagens, menos lixo. A coleta é seletiva e o material reciclável se transforma em peças de artesanato nas mãos da empresária. Silvana reaproveita recipientes usados para confeccionar bonecas e outros adornos feitos de vários materiais, como garrafas pet e papel machê. “O sucesso é grande entre os hóspedes, quase todos levam uma peça de recordação ou para dar de presente”, comemora. As peças artesanais também são utilizadas na decoração da pousada.

A taxa média de ocupação da Beco de Noronha fica em torno de 85%, mas a pousada costuma ficar lotada nos meses de verão. O faturamento anual chega a R$ 500 mil, um aumento considerável se comparado ao registrado no íncio da empresa, R$ 96 mil. “Sinto que estou no caminho certo. Sustentabilidade e preservação do meio ambiente não são modismos, são ferramentas para bons negócios”, conclui.

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Megamansão' de R$ 160 milhões pode sair por 1/4 do valor após crise


Uma enorme e luxuosa mansão na Califórnia que já foi avaliada em US$ 87 milhões (quase R$ 160 milhões) pode ser vendida em leilão por um quarto desse valor na próxima semana.

O local possui 17 banheiros, garagem para 17 carros, tetos com acabamento em ouro, vinhedo, estábulo, quadras de tênis e lago, entre outros atributos. Ele fica em Newport Beach, onde vários famosos possuem residência.

A desvalorização é resultado da "explosão" da bolha imobiliária nos Estados Unidos, profundamente ligada à crise econômica que culminou em 2008. Com o fim da bolha, os preços de imóveis caíram drasticamente.

O leilão da propriedade está diretamente ligado à crise. Ela começou a ser construída por John McMonigle, um corretor de imóveis milionários que fez um empréstimo para a conclusão da obra. Com a crise, primeiro o próprio banco, o La Jolla, declarou falência em 2010, e depois o mesmo fez McMonigle, em 2011.

A "megamansão" acabou nas mãos do banco OneWest, que comprou o La Jolla. É ele quem está organizando o leilão, e mesmo com o preço desvalorizado pode ganhar ainda mais dinheiro que os custos da dívida herdada do banco anterior. A expectativa é de que os lances cheguem a US$ 37 milhões (R$ 68 milhões).

Fonte: G1

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