segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Dizem que foi um raio ou um avião


Os trabalhadores da construção civil que fecharam as duas pistas da travessa Quintino Bocaiúva, na manhã desta segunda-feira (31), já liberaram a via. O protesto faz parte de uma série de manifestações realizadas pelos trabalhadores nas ruas de Belém após o desabamento do prédio Real Class, na tarde de sábado (29).



Os operários exigiram uma reunião com representantes do Sinduscon (Sindicato das Indústrias da Construção Civil) para apresentar uma pauta de reivindicações, mas segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores, não houve avanço nas negociações. 'Apresentamos nossas propostas, mas a patronal ficou de se reunir e nos dar um retorno', explicou.


Entre as reivindicações está a garantia de emprego aos 125 operários que trabalhavam na construção do prédio que desabou. 'Denunciamos também a situação nos canteiros de obras. As condições de trabalho são precárias, não há segurança', disse. Outro ponto colocado em discussão foi a jornada de trabalho dos operários. 'Está muito acima do normal. Temos que discutir esses dias de trabalho aos sábados, que o sindicato não é comunicado', afirmou Sérgio.

Os trabalhadores também pediram que os salários dos operários que participaram dos protestos hoje não sejam descontados. Na manhã desta terça-feira (1), o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil vai se reunir para definir novas atividades da categoria.

Outro lado - A assessoria de imprensa do Sinduscon informou que a diretoria do sindicato convocou seus associados para uma assembleia, onde serão discutidas as medidas que serão tomadas após esse acidente. O Sinduscon afirmou que irá apurar os fatos para só depois se manifestar sobre o assunto, por meio de pareceres técnicos.

Passeatas - Os protestos começaram cedo, por volta das 8h. Operários de várias obras de Belém seguiram em passeata até a sede do sindicato da categoria, onde foi decidido, em assembleia geral, pela entrega da pauta de reivindicações aos empresários do setor. De lá eles seguiram pelas Avenidas Governador José Malcher, Generalíssimo Deodoro e Brás de Aguiar, até a Travessa Quintino Bocaiúva, em frente à sede da Fiepa (Federação das Indústrias do Pará), onde interditaram a pista.

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