quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Oriente Médio DEmocracia Média

   
 Protestos antigoverno inspirados pelas revoltas populares que derrubaram líderes na Tunísia e no Egito estão ganhando força em todo o Oriente Médio e norte da África, a despeito das concessões políticas e econômicas feitas por governos nervosos.
Choques foram relatados pela primeira vez na fortemente controlada Líbia, situada entre o Egito e a Tunísia, e novos protestos ocorreram no Barein, Iêmen e Irã nesta quarta-feira.
As manifestações mais recentes contra governantes que estão no poder há anos ocorreram depois de o presidente norte-americano Barack Obama, comentando a derrubada do presidente egípcio Hosni Mubarak, ter declarado: "O mundo está mudando. Se você está governando esses países, precisa adiantar-se às transformações. Não pode ficar atrás da curva."
Com jovens podendo assistir pela televisão via satélite ou ver na Internet os levantes pró-democracia em outros países, e podendo comunicar-se com ativistas através de redes sociais que a polícia secreta tem dificuldade em controlar, os governos em toda a região têm motivos para temer o contágio.
Centenas de opositores do líder líbio Muammar Gaddafi, no poder há mais de 40 anos, entraram em choque com a polícia e partidários do governo na cidade de Benghazi, no leste do país, durante a noite, disseram uma testemunha e a mídia local.
Relatos vindos da cidade portuária, situada mil quilômetros a leste da capital, Trípoli, dizem que manifestantes armados com pedras e bombas incendiárias atearam fogo a veículos e entraram em choque com a polícia, num tumulto raro no país exportador de petróleo.
A televisão estatal líbia disse que manifestações foram realizadas pela manhã em todo o país em apoio a Gaddafi, o líder africano que está há mais tempo no poder. O tumulto na segunda maior cidade líbia foi desencadeado pela prisão do ativista dos direitos humanos Fethi Tarbel, que trabalha para libertar presos políticos, disse o jornal Quryna.
Em uma possível concessão aos manifestantes, a Líbia vai libertar nesta quarta-feira 110 integrantes da organização militante proibida Grupo de Combate Islâmico Líbio, que estão encarcerados na notória prisão de Abu Salim, em Trípoli, disse outro ativista dos direitos humanos.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário