Entenda como são feitos tratamentos e cirurgias espirituais
Quando adoecemos, procuramos tratamento imediato para os males do corpo. Segundo a doutrina espírita, também é possível buscar a cura por meio de tratamentos espirituais, que lidam com as enfermidades que afetam o nosso períspirito. Na semana passada, especulou-se que o ator Reynaldo Gianecchini teria procurado um centro espírita em Franca (SP) para fazer uma cirurgia espiritual, o que levou muitos a procurarem saber mais sobre o procedimento pelo qual o ator supostamente passaria.
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"Nosso irmão (Gianecchini) não esteve no Instituto de Medicina do Além (IMA). O tratamento dele foi feito à distância e no hospital de São Paulo (SP). Quem realizou o tratamento aqui no Instituto foi o pai dele, a quem atendemos com muito amor e carinho, como fazemos com todos os que passam pela nossa instituição", explicou João Berbel, médium do IMA.
O tratamento espiritual é realizado na alma ou períspirito, como chamam os seguidores da doutrina espírita, "onde ficam nossas dívidas pretéritas e onde tentamos apagar essas manchas", explicou o médium. Não há cortes, dores ou cicatrizes, embora possam aparecer cicatrizes internas em exames de raio-X, por exemplo, e todas as doenças podem ser tratadas espiritualmente, uma vez que "foram criadas por nós mesmos e não por Deus", como disse Berbel. Todavia, um voluntário do Templo Espírita Tupyara, de Jacarepaguá (RJ), que não quis se identificar, explicou que a cura depende do merecimento.
Não é preciso seguir a crença espírita para se submeter a um tratamento espiritual, todavia, é preciso ter fé e a vontade de se curar. "Não há um tempo determinado de tratamento. Às vezes a cura vem rapidamente ou demora anos, mas todos recebem a cura", disse João Berbel.
O voluntário do Templo Tupyara contou que a cirurgia é marcada após uma visita pessoal ao templo e requer uma preparação. "Mas a cirurgia pode ser feita à distância também", contou. Dentre os preparos pré-tratamento há a purificação dos pensamentos e hábitos, por isso, pede-se que o paciente não beba, fuma ou coma carne sete dias antes e depois da cirurgia. "Quando a pessoa come carne, ela está se alimentando de outras energias que pesam muito no ectoplasma e que dificulta a espiritualidade protetora de realizar seu trabalho", contaram o representante do IMA.
João Berbel explicou ainda que durante a cirurgia espiritual o paciente fica consciente e conversa com o espírito incorporado no médium. "Em espírito estão presentes Dr. Ismael Alonso Y Alonso, que comanda a equipe espiritual, os padres Donizete e Vitor, Eurípedes Barsanulfo, Bezerra de Menezes, Cichiguruma e outros tantos espíritos de médicos e enfermeiros do plano espiritual que nos dão cobertura para realizarmos nosso trabalho."
Os tratamentos e cirurgias espirituais não são cobrados e os médiuns costumam solicitar aos pacientes que não entreguem dinheiro a nenhum dos voluntários. Os médiuns e voluntários não realizam diagnósticos de doenças e destacam que os tratamentos e cirurgias na alma não dispensam o acompanhamento médico.
Informações:
IMA: (16) 3703-4411
Templo Espírita Tupyara: (21) 2581-3399 / 2581-3499
Stephanie e eu vínhamos convidadas pelo Steam Bath Project, que oferece sauna para todos os habitantes da cidade. Filas de pelados todas as tardes! À noite, sauna apenas para os membros do acampamento. Muito bom.
Mas Steam Bath não é um acampamento, é um projeto. Então ficamos acampadas ao lado, no Snow Koan Solar.
Snow koan, a raspadinha alcoólica do deserto
Snow koan é um cone de papel com gelo raspadinho, feito sob demanda com xaropes de frutas e bebidas alcoólicas como vódca, rum ou tequila, que se escolhe na hora.
Toda tarde, as pessoas de Black Rock City faziam fila para pegar o seu cone na tenda. Mas koan tem outro sentido no Zen Budismo.
É uma pergunta, afirmação, diálogo ou história cujo significado não pode ser alcançado racionalmente, mas apenas intuitivamente.
Um koan bem conhecido: “Duas mãos batendo palma fazem barulho; qual é o som de uma só mão batendo palma?“ (tradição oral japonesa, atribuída a Hakuin Ekaku, 1686-1769).
Acho que entendi a escolha da palavra koan para o nome do acampamento. Tudo ali, no Burning Man, depende do espírito coletivo, da ajuda dos outros, da colaboração verdadeira para fazer as coisas funcionarem, o almoço ser servido, o banho ser tomado, a energia elétrica ser provida e tudo o mais.
O chefão do Snow Koan Solar é Mat: Matthew Fassberg, 53, nascido em Nova York, mas habitante da Califórnia desde 1971. Ele adotou a Bay Area em 1993 e hoje mora em Fairfax, cidade 20 minutos ao norte de San Francisco.
Faz nove anos que ele vai ao Burning Man. Há sete, resolveu criar seu próprio acampamento. Achou que seria divertido servir as raspadinhas alcoólicas. E é.
Mat é dono de uma empresa de uma produtora de vídeo e animação. É casado, tem dois filhos, de 11 e 8 anos, mas sua mulher só esteve uma vez no Burning Man. Ele volta sempre, porque acha uma ótima maneira de ficar com os amigos de sempre, rever outros amigos e conhecer gente nova.
Pouco depois de ter dado início ao Snow Koan, Mat foi apresentado a William Korthof, 32, mais conhecido como Will Power, um crânio da energia solar de quem falarei mais tarde.
Mat se deu conta de que muitos dos trabalhos e instalações artísticas do BM precisavam de energia elétrica, até porque têm uma vida noturna importante ali. Então, contataram a organização, que deu certo suporte, como tíquetes, e este ano certo dinheiro, de modo a que construíssem uma planta solar para as chamadas esfinges, que são os grandes trabalhos artísticos que ficam em volta do gigante de madeira que se tornou o “burning man”, epicentro de Black Rock City.
Este ano o Snow Koan Solar foi formado por 75 pessoas, incluindo Steph e eu. Seu endereço: rua 7 com rua Divórcio! Explico: todas as ruas em Black Rock City ou têm números ou têm nome, em ordem alfabética. Alguns moradores não gostaram de morar numa rua chamada Divórcio e trocaram uma placa para Decision ("decisão")! O importante é que começasse com D, pra que as pessoas pudessem se localizar, já que a paisagem muda o tempo todo ali, com novas barracas, carros, instalações e caminhões chegando.
Foi o arquiteto californiano Rod Garrett quem desenhou Black Rock City desta maneira, todos os anos desde 1997. Planejou também o chamado Center Camp Café e a base do homem de madeira que é queimado no sábado apoteótico. Ele morreu recentemente e suas cinzas foram levadas para o Burning Man este ano.
Terra
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